quinta-feira, 26 de março de 2015

Campo Grande como Destino de Eventos by Marília Lobo




Dando continuidade aos posts da Marília Lobo, segue abaixo informações sobre Campo Grande, a Capital do Mato Grosso do Sul, significantes para contratantes ou organizadores de Eventos.


CAMPO GRANDE

Ao sair do aeroporto, especialmente para quem desembarca vindo de Rio ou São Paulo com seus congestionamentos caóticos, a primeira boa impressão é a facilidade de locomoção. Em poucos minutos estávamos no centro, em um grande retângulo planejado entre as Avenidas Afonso Pena e Mato Grosso. As ruas e avenidas são largas, tranquilas, arborizadas e ainda mais coloridas na época da florada dos ipês, árvore símbolo do cerrado brasileiro. Isso significa tranquilidade na gestão de uma etapa crítica em qualquer evento, os transfers.

Outra característica que chama a atenção é o acolhimento das pessoas, sempre dispostas a contar sobre a influência indígena, os imigrantes japoneses de Okinawa (que trouxeram o saboroso sobá), a curiosa sopa paraguaia (que na verdade é uma torta), além de estarem sempre ávidos por identificar araras sobrevoando a cidade para orgulhosos nos apontarem mais essa peculiaridade do local. Enfim, o conjunto da obra justifica a frase por vezes repetida: “uma capital com ares de interior”. Para contratantes ou organizadores de eventos, a infraestrutura urbana, a facilidade geográfica e voos de curta duração entre as principais capitais do país, se alia à proximidade e disposição (inclusive do poder público) para apoiar e fomentar a realização de eventos.          

Mesmo como uma cidade de passagem são muitos os atrativos turísticos: de museus a parques florestais, até em breve, o maior aquário nacional (o Aquário do Pantanal tem inauguração prevista para 11/2014). É fato, porém, que a apresentação e tratamento dos atrativos poderiam ser significativamente melhores, o que traz a sensação de que o campo-grandense ainda não despertou para esse potencial.

Em entrevista durante nossa visita, a superintendente de Turismo, Ciência e Tecnologia, Maria do Carmo Petelinkar, relatou inúmeras iniciativas em andamento com o objetivo de incentivar o turismo de eventos, como o programa de capacitação de taxistas para melhor tratamento e informação ao visitante, a criação de um corredor gastronômico em parceria com a comunidade e empresários locais, até a negociação de linhas especiais de ônibus para atender o circuito de hotéis durante grandes congressos.

A rede hoteleira de Campo Grande possui diferentes opções de estilo, perfis, tamanhos e custo nos mais de 6.000 leitos disponíveis. Na área central e ladeando o aeroporto estão os empreendimentos mais antigos e tradicionais como o Jandaiá Hotel, Brumado Hotel, Bahamas Apart Hotel, Indaiá Park Hotel, todos como opção preferencial de acomodação por possuírem apenas salas pequenas e/ou de difícil aproveitamento por questões técnicas (pé direito, paredes entrecortadas, restrições de montagem, entre outros). Já o Hotel Ipê está mais próximo ao Parque dos Poderes e também é uma alternativa de hospedagem com bons quartos e espaço para reuniões com até 60 pessoas em auditório.

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