Campo Grande como Destino de Eventos by Marília Lobo
Dando continuidade aos posts da
Marília Lobo, segue abaixo informações sobre
Campo Grande, a Capital do
Mato Grosso do Sul, significantes para contratantes ou organizadores de Eventos.
CAMPO
GRANDE
Ao sair do
aeroporto, especialmente para quem desembarca vindo de Rio ou São Paulo com
seus congestionamentos caóticos, a primeira boa impressão é a facilidade de
locomoção. Em poucos minutos estávamos no centro, em um grande retângulo
planejado entre as Avenidas Afonso Pena e Mato Grosso. As ruas e avenidas são
largas, tranquilas, arborizadas e ainda mais coloridas na época da florada dos
ipês, árvore símbolo do cerrado brasileiro. Isso significa tranquilidade na
gestão de uma etapa crítica em qualquer evento, os transfers.
Outra
característica que chama a atenção é o acolhimento das pessoas, sempre dispostas
a contar sobre a influência indígena, os imigrantes japoneses de Okinawa (que
trouxeram o saboroso sobá), a curiosa sopa paraguaia (que na verdade é uma
torta), além de estarem sempre ávidos por identificar araras sobrevoando a
cidade para orgulhosos nos apontarem mais essa peculiaridade do local. Enfim, o
conjunto da obra justifica a frase por vezes repetida: “uma capital com ares de interior”. Para contratantes ou organizadores
de eventos, a infraestrutura urbana, a facilidade geográfica e voos de curta
duração entre as principais capitais do país, se alia à proximidade e
disposição (inclusive do poder público) para apoiar e fomentar a realização de
eventos.
Mesmo como uma
cidade de passagem são muitos os atrativos turísticos: de museus a parques
florestais, até em breve, o maior aquário nacional (o Aquário do Pantanal tem
inauguração prevista para 11/2014). É fato, porém, que a apresentação e
tratamento dos atrativos poderiam ser significativamente melhores, o que traz a
sensação de que o campo-grandense ainda não despertou para esse potencial.
Em entrevista
durante nossa visita, a superintendente de Turismo, Ciência e Tecnologia, Maria
do Carmo Petelinkar, relatou inúmeras iniciativas em andamento com o objetivo
de incentivar o turismo de eventos, como o programa de capacitação de taxistas
para melhor tratamento e informação ao visitante, a criação de um corredor
gastronômico em parceria com a comunidade e empresários locais, até a
negociação de linhas especiais de ônibus para atender o circuito de hotéis durante
grandes congressos.
A rede
hoteleira de Campo Grande possui diferentes opções de estilo, perfis, tamanhos
e custo nos mais de 6.000 leitos disponíveis. Na área central e ladeando o
aeroporto estão os empreendimentos mais antigos e tradicionais como o Jandaiá Hotel, Brumado Hotel, Bahamas Apart Hotel, Indaiá Park Hotel, todos como opção preferencial
de acomodação por possuírem apenas salas pequenas e/ou de difícil
aproveitamento por questões técnicas (pé direito, paredes entrecortadas,
restrições de montagem, entre outros). Já o Hotel Ipê está mais próximo ao
Parque dos Poderes e também é uma alternativa de hospedagem com bons quartos e espaço
para reuniões com até 60 pessoas em auditório.
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